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Na próxima segunda-feira (15), oficina planejará criação da Rota do Mel no Ceará


Com o intuito de profissionalizar a cadeia produtiva da apicultura, articulando os subsistemas de insumos, produção, processamento e comercialização por meio da criação de sistemas agroindustriais integrados e territorialmente contextualizados, o Governo do Ceará e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) realizam na próxima segunda-feira (15), em Crateús, a Oficina de Planejamento da Rota do Mel. Fruto da parceria entre os executivos estadual e federal e o Banco do Nordeste, o seminário contará com a presença dos representantes parceiros entre eles do Secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará, De Assis Diniz.
O evento terá início às 7h30 com o credenciamento, no auditório do Instituto Federal, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), e seguirá ao longo dia com a realização de plenárias e grupos de trabalho acerca da abrangência do polo do mel e a definição de um comitê gestor à criação da rota. O programa Rotas da Integração Nacional, executado pela Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional (SDR) desde 2011, atua no fortalecimento da Rota do Mel e de outras cadeias produtivas locais, oferecendo apoio como cursos de capacitação e kits aos produtores familiares.

Investimentos à produção

Em todo o Ceará já são mais de R$ 5,6 milhões investidos para o fortalecimento da cadeia produtiva do mel nos municípios de Poranga, Ararendá, Ipaporanga, Tamboril, Monsenhor Tabosa, Crateús, Novo Oriente, Independência, Parambu e Tauá. Diversas ações da Secretaria do Desenvolvimento Agrário sustentam a postulação da cadeia através de ações da Coordenadoria do Desenvolvimento das Cadeias Produtivas da Pecuária (CODEP). Foram R$ 713.696,84 aplicados para aquisição e distribuição de ninhos completos, melgueiras, indumentárias, fumegador, formão, cera aveolada e bruta, além de capacitações, em parceria com o INCRA e o Ministério da Integração, a 84 agricultores no Sertão de Crateús.
No âmbito do Projeto Paulo Freire são contabilizados R$ 652.050,00 aplicados em atenção a 138 beneficiários em nove comunidades de Parambu e oito em Tauá. No São José III o Governo do Ceará já investiu R$ 4.299.871,36 nos Sertões de Crateús e no Centro Sul, totalizando 461 produtores contemplados com o aporte.
Também com números significativos em atenção à apicultura, os municípios de Mombaça, Acopiara, Jucás, Cariús, Quixelô, Iguatu, Cedro, Orós e Icó, no Centro Sul, estão sob avaliação para, em um segundo momento, integrarem o projeto da Rota do Mel.
De acordo com o secretário De Assis Diniz, “o mel cearense não pode se dar ao luxo de ser reconhecido apenas como remédio, mas devemos aproveitar o potencial das nossas vocações com o montante investido para iniciarmos uma nova ordem: a da comercialização e inclusão na alimentação regular das famílias brasileiras”. No início do ano a SDA recebeu do governador Camilo Santana o desafio de levar aos restaurantes os produtos da agricultura familiar incluindo o mel. “Agora estamos nos organizando para produzir com regularidade e comercializá-lo, gerando emprego e renda”, comenta Diniz.
Dados da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel) afirmam que, em 2017, o Brasil exportou 27 mil toneladas de mel natural. Isso equivale a mais de 121 milhões de dólares injetado na economia. Segundo a entidade, a região semiárida alcança posição de destaque no mercado devido ao fato do produto ter baixa contaminação por pesticidas, já que a produção é proveniente de florada de vegetação nativa.

Serviço

Oficina de Planejamento da Rota do Mel
Data: 15 de abril (segunda-feira)
Horário: 7h30
Local: Auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)
Onde: Avenida Geraldo Marques Barbosa, nº 567 – Bairro Venâncio – Crateús

Programação

7h30 – Credenciamento
8h15 – Mesa de Abertura
8h30 – Apresentações Institucionais
a) Ministério do Desenvolvimento Regional – Rotas de Integração Nacional
b) Governo do Estado do Ceará – Fortalecimento da Apicultura no Ceará
c) Banco do Nordeste – Prodeter

10h – Plenária e Grupo de Trabalho
a) Definir Nome e Área de Abragência do Polo (plenária)
b) Definir Visão de Futuro do Polo
c) Dinâmica de Construção do Diagnóstico Setorial e Territorial (grupos de trabalho)

13h30 – Apresentação e Validação do Diagnóstico Setorial e Territorial (plenária)
14h30 – Dinâmica para Elaboração de Carteira de Projetos/Ações (grupos de trabalho)
16h – Apresentação e Validação de Carteira de Projetos/Ações (plenária)
17h – Definição do Comitê Gestor
17h20 – Encaminhamentos e Encerramento
Fonte: SDA