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Crateús oferece curso de boas práticas com alimentos em assentamento

O campus de Crateús realizou, na última quinta-feira, 4 de abril, a certificação dos participantes do curso Noções Básicas de Boas Práticas de Higiene para Serviços de Alimentação, promovido no Assentamento Palmares, de 14 de janeiro a 15 de fevereiro. O curso foi voltado às agricultoras da Associação de Assentamento Palmares, que fornece bolo e tapioca para a alimentação escolar do Instituto Federal.
 Francisca Jacinta, aluna do curso, relata que aprendeu valiosas noções de boas práticas na manipulação de alimentos. “Foi uma experiência ótima. Havia muita coisa que pouco me ligava em termos de higiene, então achei maravilhoso”, conta. Cesarina Rodrigues, que também participou do curso, avalia de forma positiva o conhecimento que recebeu. “O curso foi muito importante, muito enriquecedor”, disse.
 Além do curso, a Associação de Assentamento Palmares construiu uma cozinha de acordo com as normas de higiene exigidas, a fim de produzir a alimentação para o IFCE e essa atividade econômica tem gerado outros frutos na comunidade. Com a infraestrutura implantada e os conhecimentos adquiridos, as agricultoras já avaliam a possibilidade de participar de outros processos seletivos para fornecimento de alimentação. Cesarina Rodrigues destaca outro benefício alcançado: a cooperação entre as mulheres do assentamento. “Somos uma grande família, temos muita união aqui”, afirma.
 Boas Práticas
 O curso Noções Básicas de Boas Práticas de Higiene para Serviços de Alimentação é voltado para serviços e estabelecimentos de pequeno porte, como padarias, restaurantes, lanchonetes e cantinas escolares. Com 12 horas de duração, o curso tem como objetivo capacitar profissionais da área a adotarem boas práticas na produção de alimentos seguros e saudáveis. O curso foi ministrado pela nutricionista do IFCE, Raquel Simões, que também é responsável técnica pela alimentação escolar do campus de Crateús.
 Agricultura Familiar
 A Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009, determina que no mínimo 30% do valor repassado a estados, municípios e Distrito Federal pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) devem ser utilizados obrigatoriamente na compra de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar. Essa medida democratiza e descentraliza as compras públicas, criando mercado para os pequenos produtores, além de dinamizar a economia local e seguir em direção ao fornecimento de uma alimentação mais adequada.
Fonte: IFCE