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Cooperativa investe em alternativa produtiva com apicultura no Sertão Central




Depois do sucesso com o projeto de reuso d´água da piscicultura na fruticultura irrigada, agricultores da Coopvale (Cooperativa dos Agricultores Familiares do Vale do Forquilha), em Quixeramobim, começam experiência com apicultura como forma de garantir uma alternativa e aumento da renda dos associados e aperfeiçoar o processo produtivo integrado que já existe em toda a região, uma área de cerca de 70 hectares.

Segundo o presidente da Coopvale, Deusimar Cândido, foi possível começar a experiência com a produção de mel, a partir de do trabalho desenvolvido pela Ematerce, que vem realizando a Ater com a indução da polinização para o incremento das colmeias e seu processamento durante todo o ano, independente do período de floração.
“No nosso caso estamos usando a floração do melão para realizar a polinização induzida. Estamos no começo ainda, mas acho que os resultados devem ser muito bons, considerando que em outros locais da região esse trabalho já vem surtindo efeito”, diz Deusimar. Por enquanto são 10 colmeias sendo trabalhadas pelos produtores.
A partir do NIT (Núcleo de Irradiação Tecnológica), desenvolvido no Centro Gerencial da Ematerce, já foram criadas áreas de barragem subterrânea para mais captação de água, escavação de tanques com lona para criatório de tilápia, além do melhoramento de área de capineira para bovinocultura leiteira.
Os associados da cooperativa se organizam para alcançar novos mercados, depois de consolidarem as vendas para os programas institucionais dos governos federal e estadual como o Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). A aquisição do caminhão baú pelo Projeto São José, da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (foto abaixo) incrementou o processo de distribuição das polpas de frutas, aperfeiçoando a qualidade e o prazo de entrega de outros produtos como hortaliças, doces e temperos.

Integração

“Com cuidado, estudo e observação, identificamos que é possível, dentro da mesma área, desenvolver várias atividades econômicas, sem prejuízo para o solo nem o meio ambiente”, explica animado Deusimar, reforçando a importância do NIT para o melhor aproveitamento dos recursos com uso de tecnologia social de baixo impacto ambiental.
Com a apicultura, os agricultores familiares do Vale do Forquilha agregam as atividades de bovinocultura leiteira, a fruticultura e horticultura irrigada, a fábrica de beneficiamento de polpa de fruta, a piscicultura, unidade de biodigestor e produção de húmus para fertilização de mudas e hortaliças.
Na fruticultura, os produtores do vale já conseguiram diversificar as opções para o mercado e já produzem manga, cajá, ata, graviola e acerola.
Fonte Ascom Ematerce  /Aécio Santiago