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Atividades lúdicas estimulam desenvolvimento de pacientes pediátricos


O cuidado digno em saúde dispensado a crianças e bebês hospitalizados no Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, do Governo do Ceará, vai além da atenção terapêutica especializada da equipe multiprofissional, alcançando diferentes ações de humanização.
Referência no atendimento pediátrico de 55 municípios da região norte do estado, o HRN conta com um programa de humanização voltado para o eixo pediátrico e para a neonatologia. Tem o objetivo de amenizar o período de internação e auxiliar na recuperação dos pequenos.
O HRN também preconiza ações humanizadas para a família, como os grupos terapêuticos com psicólogos e assistentes sociais nos quais os familiares podem expor o que estão sentindo acerca do processo de hospitalização e tirar dúvidas. Há periodicamente treinamentos com as equipes do eixo pediátrico para intensificar o tratamento humanizado.
Segundo a psicóloga Izabella de Carvalho, as ações de humanização são feitas de forma continuada e ajudam as crianças no entendimento acerca da hospitalização, além de favorecer a recuperação. “Os momentos de humanização são importantes para as crianças se sentirem acolhidas e cuidadas. Reduz o sofrimento da internação e leva as crianças a entenderem de modo lúdico o processo de hospitalização, a mudança na rotina. Os pais também se sentem mais acolhidos e podem participar desse processo”, explica.
Com a pequena Antonia Nayla em contato com sua pele, a agricultora Tamires Maria Nunes, 21, sente que a filha fica mais calma e aposta que ajuda na recuperação. “Ela fica mais calminha e quase não se mexe, só se estiver com fome”, garante. A criança nasceu prematura dentro de um carro a caminho do hospital em Hidrolândia, a 118 km de Sobral.
Depois dos primeiros socorros, a bebê foi encaminhada para a unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) do Hospital Regional Norte e, depois de estabilizada, passou pela unidade de cuidado intermediário convencional (UCINCo). Agora, ela está na unidade de cuidado intermediário neonatal canguru (UCINCa).
Ações de humanização
O Método Canguru, adotado na Neonatologia do HRN, possibilita o contato pele a pele, aproximando a família do bebê, além de estimular o desenvolvimento e ajudar na recuperação dos bebês de baixo peso e prematuros.
As crianças atendidas pelo setor contam ainda com incubadoras aquecidas, umidificadas e com pouca luminosidade e quase sem ruídos para simular o ambiente intrauterino. Os bebês participam de técnicas como os banhos de ofurô, que acalma as crianças, e a redeterapia, na qual os bebês mais estáveis são colocados em redes produzidas para o tamanho deles, dentro da incubadora. Isso ajuda a criança a adquirir uma posição mais confortável.
A musicoterapia é outra técnica associada ao tratamento dos bebês prematuros. Nos horários do soninho, todo o setor tem as luzes reduzidas e são colocadas no ambiente músicas relaxantes como sons da natureza. As mamães com bebês internados podem ficar alojadas no Estar Materno, o que possibilita comodidade e proximidade do filho. Há ainda o banco de leite materno.
Segundo a coordenadora da neonatologia do HRN, a enfermeira Maria Cristiane Soares de Lemos, as ações de humanização são fundamentais para a recuperação dos bebês prematuros.
“Ajuda porque os bebês ficam mais calminhos e conseguem descansar. O que eles mais precisam para se recuperar mais rápido é poupar energia para desenvolver melhor o cérebro, crescer e ganhar peso. O choro de um prematuro equivale ao esforço de uma caminhada de uma hora”, avalia.

Eixo pediátrico
No Hospital Regional Norte, os pacientes infantis podem desfrutar de um parquinho e de uma brinquedoteca. Há também grupos que vão ao hospital para levar música e brinquedos. O HRN tem ações especiais em datas comemorativas como Semana da Criança, Carnaval, Natal, Páscoa, Festas Juninas, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia Mundial da Infância. Além disso, todos os aniversários das crianças internadas são comemorados com bolos cenográficos e presentes recebidos de doações de voluntários.
Mensalmente, as crianças se reúnem em grupos terapêuticos ou de socialização nos quais aprendem de forma lúdica sobre a rotina do hospital e podem fazer novos amigos. Nesses momentos há músicas, desenhos e pinturas. Os pais e acompanhantes participam de grupos de Educação em Saúde no qual discutem temas como a importância da higienização das mãos e a rotina do hospital. Os temas também seguem o calendário da saúde.
Fonte: Secretaria de Saúde