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PF e CGU encontraram cerca de R$ 123 mil na casa de prefeito, em operação contra fraudes no Ceará


Quantia em dinheiro foi achado dentro da residência do prefeito de Granjeiro. Fraudes podem chegar a R$ 5 milhões.

PF e CGU encontraram cerca de R$ 123 mil na casa do prefeito. Polícia investiga a origem da quantia.  — Foto: Divulgação
PF e CGU encontraram cerca de R$ 123 mil na casa do prefeito. Polícia investiga a origem da quantia. — Foto: Divulgação
A Polícia Federal localizou milhares de notas escondidas em caixas de sapato na casa do prefeito da cidade de Granjeiro, no interior do Ceará, durante uma operação que investiga fraudes em licitações na construção de escolas. O valor dos contratos fraudados somam cerca de R$ 5 milhões.
PF cumpre 15 mandados nesta quarta-feira (21) em Fortaleza e nas cidades de Granjeiro, Caririaçu, Aurora e Juazeiro do Norte, na Região do Cariri.
Segundo um policial federal que participou da ação e preferiu não se identificar, foram encontrados cerca de R$ 213 mil dentro de caixas de sapato. A PF investiga a origem da quantia.
Além da casa do gestor, agentes federais realizaram buscas nas residências de empresários, funcionários públicos e empresas.

Empresas de fachada

De acordo com a Polícia Federal, durante as investigações, foi constatado que empresas de fachada ganhavam as licitações para reforma ou construção de escolas. No entanto, obras eram realizadas por funcionários contratados da própria prefeitura e o dinheiro pelas empresas ganhadoras.
A PF confirmou, ainda, movimentação financeira anormal de valores em nome dos investigados, com destaque para o recebimento de valores milionários por parte das empresas. Também houve pagamento pela prestação de serviços que não se realizaram, com uso de verbas do Programa Nacional de Transporte Escolar (PNATE).

Operação da PF cumpriu 12 mandados nesta quarta-feira no Ceará — Foto: Divulgação
Operação da PF cumpriu 12 mandados nesta quarta-feira no Ceará — Foto: Divulgação


Operação 'Bricolagem'

A operação, nomeada de "Bricolagem", foi realizada por 60 policiais federais, com apoio de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU).
Os envolvidos podem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de fraudes em licitações e desvio de verbas federais.
O nome da operação é em alusão ao ato de executar obras e reformas domésticas sem a utilização de serviços profissionais.
G1 CE