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Geólogos descobrem indícios de ouro no Maciço de Troia, que abrange parte dos municípios de Pedra Branca, Mombaça e Tauá.

Pedreira de albita granito na Folha de Irauçuba (Foto: Divulgação/ Serviço Geológico do Brasil - CRPM)
Foi apresentado nesta quinta-feira, 29, estudo desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), representado pela Residência de Fortaleza (Refo), que mostra novas perspectivas para a exploração de ouro no Maciço de Troia, que abrange parte dos municípios de Pedra Branca, Mombaça e Tauá.
 
O levantamento ainda detectou presença do minério ilmenita por meio de estudos geoquímicos, com teores de 40% a 85%, em Itapipoca, a 139,9 quilômetros de Fortaleza.As informações foram divulgadas em palestra no auditório do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Campus do Pici, nesta quinta-feira, 29.
 
Durante o evento, Felipe Grandjean da Costa, responsável pelo mapa geológico do Bloco Troia-Pedra Branca, ressaltou que é necessário mostrar o potencial do Estado, para atrair investimentos da iniciativa privada. A área mapeada pelo estudo abrange área de 27.225 quilômetros.
 
Também no município de Itapipoca, foram cadastradas ocorrências de mármores, utilizados para extração de cal além de pegmatitos favoráveis à extração de mica e feldspato, e diatomitos. Eles podem ser utilizados na construção civil, oferecendo materiais para brita, pedra para pavimentação, areia e rocha ornamental como migmatitos, granitos e gnaisses enderbíticos.
 
Irauçuba e Mombaça
 
Em Irauçuba, a 302,8 quilômetros da Capital, o destaque foram as anomalias de prata, chumbo, Cério e Lantânio, além das ocorrências de mármore calcítico, ferro, manganês e fosfato/urânio. Estes também podem ser utilizados na construção civil destacando-se a areia, brita, rocha ornamental, albita granito.
Já no município de Mombaça, na região do Sertão Central, foi apresentada potencialidade para substâncias como o ferro, manganês e cobre. As três áreas mapeadas pelo CPRM representam uma cobertura de 9.075 quilômetros.
 
Para Edney Palheta, geólogo e gerente da equipe de geologia e recursos naturais do Refo, os cadastros dos minerais desses três locais não são apenas com teor de pesquisa, mas podem ser utilizados na iniciativa privada, assim como na construção de rodovias, instalação de açudes, construção civil entre outros.
Fonte:O Povo Online