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Ciopaer realiza primeiro transporte aeromédico de recém-nascido em nova aeronave



Após sete meses unidos, os gêmeos de Itapipoca tiveram que enfrentar o primeiro desafio separados, na noite da última quinta-feira (15). Após um parto normal, um dos bebês de 31 semanas teve uma complicação no quadro clínico e precisou ser transferido para uma unidade hospitalar, em Fortaleza. Nesse momento, a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) realizou a primeira missão aeromédica com uma das novas aeronaves entregues pelo Governo do Ceará, no último dia 19 de outubro. O transporte aeromédico do recém-nascido gemelar e prematuro foi realizado de Itapipoca para Fortaleza agora em novembro – mês escolhido para comemorar o Dia Mundial da Prematuridade, celebrado globalmente no dia 17 de novembro.
A missão teve início em Fortaleza, às 20h10min, foi até Itapipoca e retornou à Capital com o paciente às 22h05min. A aeronave levou uma hora e dez minutos de voo para concluir a ação. O restante do tempo foi utilizado na análise do paciente pela equipe médica da aeronave, no hospital, na estabilização do prematuro na incubadora e no transporte terrestre até a aeronave. Os novos equipamentos, que já reforçam a atuação policial em resgates, missões, combate a incêndios e monitoramento do meio ambiente na Capital e no Interior, trazem agilidade e precisão também no atendimento médico de urgência a bebês prematuros.
A Ciopaer salva vidas em transportes aeromédicos de recém-nascidos no Ceará desde agosto de 2014, quando iniciou a formação do grupamento aeromédico. Já foram transportados, no total, mais de 130 bebês que necessitavam de algum atendimento hospitalar. No primeiro ano, foram transportados apenas três recém-nascidos. Já em 2015, esse número saltou para 22; e, em 2016, foram 31 bebês. Somente neste ano, até o dia 17 de novembro, foram realizados 33 atendimentos. Os atendimentos destacam-se por demandar equipamentos e profissionais especializados, a fim de atender às necessidades de um paciente com tamanha fragilidade e exigência fisiológica. Os recursos utilizados pela Ciopaer tornam o Ceará único no Brasil e destaque na América Latina no quesito de tecnologias investidas nas ações aeromédicas. Os helicópteros da Coordenadoria dispõem de aparelhos que apenas o exército dos Estados Unidos e o clube de automobilismo alemão Allgemeiner Deutscher Automobil-Club (Adac) possuem.

Números da Ciopaer

De janeiro a setembro de 2018, a Coordenadoria já registrou 529 atendimentos, entre acidentes automobilísticos, afogamentos, remoções aeromédicas, apoio a operações policiais, fuga de presos, roubo a banco e cerco policial, entre outros. Os trabalhos compreendem as quatro bases da Ciopaer no Estado. As três bases no Interior do Estado – Sobral, Juazeiro e a recém-inaugurada Quixadá – foram entregues pelo governador Camilo Santana.
Com o mesmo nível de atendimentos de resgate e transporte aeromédicos existentes em países europeus, as equipes multiprofissionais, atuantes nas aeronaves da Ciopaer, passaram por treinamentos ministrados por especialistas da Alemanha, Áustria e Portugal. Além disso, os profissionais passam por capacitação regulares, o que proporciona um melhor atendimento a população cearense. As duas novas aeronaves são do modelo Airbus Helicopters Deutschland H135 Helionix, as primeiras no mundo em configuração policial. Elas contam com sistema inovador que oferece maior flexibilidade e mais segurança nas operações. Os equipamentos possuem capacidade de configuração para UTI aérea. Eles são equipados com modernos equipamentos, entre eles, incubadoras de transportes de recém-nascidos, ventilador pulmonar, bombas de infusão, monitor multiparamétrico, entre outros apetrechos. Tudo isso devidamente acoplado aos suportes mecânicos e eletrônicos da aeronave, no intuito de oferecer uma assistência adequada aos transportados.
O Ceará possui a terceira maior frota policial do Brasil, considerando todos os tipos de aeronave, e a maior em aeronaves biturbina e em vôo por instrumentos, o que resulta em autonomia de sobrevoo a qualquer hora e em qualquer ponto do Estado, diminuindo o tempo médio de resposta para ocorrências a 30 minutos.
Assessoria de Comunicação da SSPDS