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Ceará - Mobilização da Semana do Doador de Sangue ocorre até 25 de novembro



A Semana do Doador de Sangue do Hemoce iniciou com ações culturais e encontro de doadores raros na segunda-feira, 19, em Fortaleza. O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) é da rede pública do Governo do Ceará e, todos os anos, realiza uma programação diversificada para engajar voluntários e, principalmente, incentivar novos doadores de sangue. Até o próximo domingo, 25 de novembro, Dia Nacional do Doador de Sangue, a mobilização ocorrerá tanto na capital quanto no interior do estado.
Quem esteve na sede do Hemoce nesta segunda, além doar sangue, recebeu serviços de bem-estar e beleza como corte de cabelo, maquiagem, barbearia e massagem. Na recepção, a humorista Leide Daiana divertiu os doadores. Nos hemocentros do interior do Ceará, houve também programação diferenciada para os voluntários. “Eu sempre venho ao Hemoce para doar, participo dos eventos e me sinto feliz por fazer parte dessa família, aqui sou sempre bem acolhido”, disse Adauto Leitão, doador regular de sangue, em Fortaleza.
Houve também palestra educativa com a presença de doadores raros. No encontro, os doadores receberam orientações sobre o que é um sangue raro e como procederem, caso precisem receber transfusão. “Nós entregamos a cada doador raro, uma carteirinha que apresenta qual é o tipo sanguíneo de cada um e traz também os telefones de contato do Hemoce para situações de emergência”, falou Denise Brunetta, coordenadora do laboratório de imunohematologia do Hemoce.
O Hemoce já enviou sangue raro para quatros estados brasileiros e o Distrito Federal. O caso mais recente foi para um paciente em Brasília, no início de novembro deste ano. Doadores raros são aqueles que apresentam características sanguíneas de um para cada mil pessoas. “O conceito de raro varia de acordo com a população, o que é considerado raro no Brasil, pode não ser em outro país. O Hemoce conta com um dos maiores bancos de doadores raros do país, são cerca de 80 pessoas cadastradas que apresentam fenótipos raros e até raríssimos e esses doadores só devem doar sangue em situação de convocação, justamente pela dificuldade de encontrar pessoas compatíveis”, afirmou Denise.
Banco de doadores raros do Hemoce
Desde 2014, o Hemoce conta com um banco de doadores raros. São cerca de 80 pessoas cadastradas pelo Hemoce, que apresentam fenótipos sanguíneos raríssimos, como por exemplo, o Bombay onde na Índia a prevalência desse fenótipo é de um a cada 10 mil e na Europa, um a cada um milhão.
Desde a implantação do banco de doadores do Hemoce, nove fenótipos raros foram detectados. Esses doadores são orientados a não realizarem doação de sangue com regularidade para ficarem disponíveis para situações de emergência. As informações sobre os doadores raros ficam disponíveis no Banco de Sangue do Hemoce, que repassa para o Cadastro Nacional de Sangue Raro do Ministério da Saúde.
Como o doador raro é identificado
Cada vez que um voluntário doa sangue, as amostras coletadas são avaliadas pelo laboratório de Imunohematologia. O material colhido passa por um processo de análise e testes que incluem tipagem ABO e RH e pesquisa de anticorpos irregulares. “Durante as análises, ficamos atentos às células do sangue, se existem fenótipos raros e anticorpos irregulares que apontam alguma raridade sanguínea”, garante a coordenadora do laboratório.
Assessoria de Comunicação do Hemoce - Natássya Cybelly