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Presidente do PROS apresenta-se na Polícia Federal, mas não fica preso

Foto Reprodução Rede Globo

O presidente do PROS, Eurípedes Júnior, apresentou-se hoje (23) na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, para ser preso. Contudo, ele não ficou na carceragem da PF. Pela legislação eleitoral, prisões só podem ser efetivadas em flagrante nos dias que antecedem as votações no primeiro e no segundo turnos. Essa garantia é válida desta terça-feira até domingo (28).
Eurípedes Júnior teve a prisão temporária decretada no âmbito da Operação Partialis, que investiga desvio de recursos na compra de gases medicinais nas cidades paraenses de Marabá e Altamira e também em Brasília. A Operação foi deflagrada no dia 18 deste mês como desdobramento de outra operação, a Asfixia.
Nesta apuração, a Polícia Federal investigava a apropriação de valores por servidores municipais, que cobravam propina para garantir a liberação de valores atrasados. Verbas federais, estaduais e municipais eram sacadas em espécie, em esquema supostamente comandado pelo ex-prefeito de Marabá João Salame Neto. Conforme as denúncias, as retiradas ultrapassaram R$ 1,5 milhão e, por meio do esquema, comprou-se uma aeronave para uso do partido.
No último dia 19, o partido divulgou nota classificando o pedido de prisão de Eurípedes de “excessivo e desnecessário”. Segundo a nota, Eurípedes é alvo de investigação sobre a qual “nunca foi chamado a se manifestar e nunca foi ouvido”.

“O único fato que liga o presidente à referida investigação é a aquisição de uma aeronave feita pelo partido, aquisição essa feita dentro da legalidade e devidamente informada à Justiça Eleitoral. Todos os documentos referentes a esta transação são públicos e constam da prestação de contas anual do partido”, diz ainda o texto.

Agência Brasil procurou a assessoria do PROS para saber quando Eurípedes Júnior se apresentará novamente, mas não teve retorno.
Agência Brasil