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CIDH orienta sobre importância de consumir alimento com valor nutritivo



Considerada como um problema grave de saúde pública, a obesidade vem apresentando ano após ano um crescimento preocupante. Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que no ano de 2025 mais de 2,3 bilhões de adultos apresentem sobrepeso e mais de 700 milhões atinjam a obesidade. No Dia Mundial da Alimentação, marcado nesta terça-feira, 16 de outubro, o Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), do Governo do Ceará, reforça a importância da prevenção desta patologia.

Comumente a obesidade é associada somente ao lado estético, quando na verdade a patologia vai muito além disso. “A hipertensão, o diabetes, a dislipidemia, doenças articulares podem ter a obesidade como fator desencadeante. Os erros alimentares são determinantes para evitar e/ou controlar agravos em que já possui algum desses problemas”, explica Marília Holanda, nutricionista do CIDH. Com a rotina atribulada, o consumo dos alimentos industrializados e das refeições prontas é uma realidade comum entre a população, principalmente pela facilidade. “Poupam tempo, mas prejudicam, e muito, a saúde. Esses produtos são ricos em substâncias, que em excesso, afetam  a saúde, o sódio e o açúcar”, alerta a nutricionista.

O sedentarismo, uma alimentação com baixo consumo de vegetais e frutas, além do excesso de consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar reflete de maneira negativa e direta na saúde. “A alimentação saudável é imprescindível e deve ser feita de forma equilibrada, com a presença de alimentos variados, que contenham proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e fibras. O consumo, a ingestão desses elementos deve ser feita de forma balanceada, e sempre aliada à prática regular da atividade física”, orienta.

É importante reforçar o acompanhamento com um profissional de saúde. Dietas da moda ou de famosos nem sempre contemplam os princípios da boa alimentação. “Essa urgência em emagrecer muitas vezes faz com a pessoa busque dietas muito restritivas para obter um rápido resultado. Mas isso é ilusório. Se perde fácil e ganha-se também. A redução de peso corporal deve ser feita de maneira saudável, por isso é importante o acompanhamento do paciente por um nutricionista ou endocrinologista”, ressalta.


Atendimento no CIDH

O paciente portador de diabetes e hipertensão, para o primeiro atendimento no CIDH, vem encaminhado pelas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. O paciente inicialmente é atendido pelo setor de enfermagem, onde é avaliado seu histórico, além da medição da pressão, peso corporal, a glicemia capilar e é encaminhado para o médico. A depender da necessidade que este paciente apresente, ele poderá ser avaliado pelo clínico, endocrinologista, cardiologista, nefrologista, vascular, neurologista e oftalmologista.

Também será encaminhado ao nutricionista, para orientações sobre conduta alimentar e ao fisioterapeuta, caso haja necessidade. Vale lembrar que os pacientes são atendidos primeiramente na atenção primária, visto que a consulta no CIDH é complementar ao tratamento na atenção básica. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, de 7 às 17 horas.

Assessoria de Imprensa – CIDH/Lacen/ IPC/
Suzana de Araújo Mont'Alverne