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Motoristas fecham centros de distribuição de combustível no CE

Motoristas de aplicativo fecharam uma das entradas do Cais do Porto do Mucuripe. (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Motoristas de aplicativo fecharam uma das entradas do Cais do Porto do Mucuripe. (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)


Motoristas de aplicativos aderiram ao protesto de caminhoneiros e bloquearam nesta quinta-feira (24) as entradas da área de distribuição de combustível no cais do Porto do Mucuripe, em Fortaleza. Os condutores fecharam, pelo menos, três vias que dão acesso ao parque de tancagem e impedem que os caminhões-tanque entrem ou saiam do local. Além de Fortaleza, manifestantes também fecharam a entrada da base distribuição de combustíveis na cidade do Crato, Região do Cariri.
Caminhoneiros fecharam base da Petrobras no Crato, Região do Cariri do Ceará. (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Caminhoneiros fecharam base da Petrobras no Crato, Região do Cariri do Ceará. (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
protesto nacional dos caminhoneiros ocorre desde segunda-feira (21) no Ceará e em outros estados do país. Os profissionais reclamam do aumento no preço do diesel e também reivindicam reajustes nos valores recebidos pelos fretes. Nesta quinta-feira, os caminhoneiros fecharam 10 trechos de BRs no estado.
Conforme Antônio Evangelista, diretor da Associação dos Motoristas de Transporte Individual Privado de Passageiros, grupo que está no Porto do Mucuripe, cerca de 500 motoristas de aplicativo e caminhoneiros participam do protesto. Ele conta a principal reclamação do grupo é o aumento no valor da gasolina.
Já no Crato, Sul do Ceará, os motoristas fecharam o acesso à base da Petrobras durante uma manifestação. Eles também reivindicam sobre o valor da gasolina. O local onde ocorre o ato é localizado no Bairro Mauriti, de onde saem os caminhões que abastecem os postos de combustíveis da região.




Protestos no Ceará


·                  BR-116, km 18, Eusébio. Caminhões ocupam os dois senditos da via;
·                  BR-116, km 70, Chorozinho. 850 caminhões ocupam 7 km do acostamento;
·                  BR 116, Km 545, Penaforte. 200 caminhões ocupam ambos os sentidos da rodovia;
·                  BR 222, km 334, Tianguá. Cerca de 100 caminhoneiros fecharam a rodovia;
·                  BR 116, km 250, Alto Santo. Uma fila de caminhões se formou nos dois sentidos;
·                  BR 116, KM 168, Russas. Caminhoneiros fecham a via desde as 17h30 de quarta-feira (23);
·                  BR 116, km 215, Tabuleiro do Norte. Caminhoneiros fecharam um dos sentidos da via.
·                  BR 304, km 47, Aracati. Caminhoneiros fecharam os dois sentidos da via.
·                  BR 308, km 308, Canindé. Ocorreu uma interdição parcial com uma fila de caminhões.
·                  BR-222, km 249, Sobral. Caminhoneiros estacionaram no estacionamento e queimaram pneus na via.
·    Em Brejo Santo, no km 500 da BR-116, às 10h30 . Interdição parcial, manifestação bloqueia, com pneus, apenas passagem de veículos de cargas.
Em todos os bloqueios, os caminhoneiros autônomos impedem o fluxo de veículos de grande porte e de cargas, como caminhoneiros e carretas. Longos engarrafamentos se formaram nos trechos bloqueados, conforme a PRF.
Somente veículos de passeio, como carros e motos, ônibus e caminhões de pequeno porte estão transitando pelos bloqueios.

Serviços prejudicados

As manifestações prejudicaram o fornecimento de serviços como o dos Correios e no atraso na entrega de hortifrutigranjeiros na Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa), em Maracanaú, Grande Fortaleza. Devido aos protestos, os alimentos da Ceasa estão com preços até 220% mais altos por causa da falta de entrega dos produtos com as paralisações de caminhoneiros.
O transporte público não foi afetado pelos protestos, conforme o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus).

Redução

Em decisão temporária, a Petrobras reduziu em 10% o preço do diesel pelos próximos 15 dias. A medida entra em vigor nesta quinta-feira e o impacto será de R$ 0,25 por litro no bolso dos consumidores.

G1/CE