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Lula deixará prisão para depor como testemunha de defesa de Sérgio Cabral

Lula abraça Cabral durante solenidade de assinatura de medidas que criaram a Autoridade Pública Olímpica (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr/Arquivo)
Lula abraça Cabral durante solenidade de assinatura de medidas que criaram a Autoridade Pública Olímpica (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr/Arquivo)



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestará depoimento por videoconferência ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. A audiência está marcada para 5 de junho, às 10h, como confirmou o G1 nesta quarta-feira (23).
Lula foi arrolado a pedido dos advogados do ex-governador Sérgio Cabral para ser testemunha de defesa no processo Unfair Play, que apura compra de votos para a escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016. A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O depoimento será a primeira vez que o ex-presidente vai sair da carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde que se entregou em São Paulo, em 7 de abril. Lula foi condenado em duas instâncias da Justiça no caso do triplex em Guarujá (SP).
A pena definida pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) é de 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro (saiba mais sobre a condenação de Lula).
Os advogados de Sérgio Cabral confirmaram o depoimento. Procurada pelo G1, a defesa do ex-presidente Lula ainda não se posicionou.
Unfair Play
A operação da Lava Jato chamada de Unfair Play levou à cadeia Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, e Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016 e braço-direito de Nuzman.
Eles são acusados de envolvimento na compra de votos de dirigentes africanos para favorecer o Rio na eleição para ser sede da Olimpíada de 2016 – daí o nome da operação, que traduzida significa "jogo sujo".
O esquema de corrupção, segundo os investigadores, tinha a participação de Sérgio Cabral, acusado de chefiar a organização criminosa. O dinheiro teria vindo do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, conhecido como Rei Arthur, que também teve mandado de prisão decretado, mas está foragido da Justiça.

Matéria G1
Por Marco Antônio Martins