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Sessenta e sete cidades do Ceará reajustam o salário dos professores

Sessenta e sete cidades do Ceará reajustam o salário dos professores; Capital dá mau exemplo
Em pelo menos 62 municípios a reposição salarial do magistério foi igual ou superior a 6,81%, conforme a Lei Nacional do Piso da categoria. Já em Fortaleza, os professores entram em greve a partir desta quarta-feira (18) em busca do percentual citado.
O levantamento realizado pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) junto aos sindicatos de servidores foi atualizado e constata que agora são 67 as cidades do Ceará que já reajustaram o salário dos professores em 2018. Em pelo menos 62 municípios a reposição salarial do magistério foi igual ou superior a 6,81%, conforme a Lei Nacional do Piso da categoria.
Na maioria das localidades, o aumento foi aplicado de forma linear, ou seja, contemplando igualmente educadores com ensino médio, graduação, especialização, mestrado e doutorado.
Permanecem em destaque Parambu, Nova Russas e Iguatu, onde os professores professores conquistaram respectivamente de 8%, 7,5% e 7% de crescimento no benefício. Além deles, os educadores com nível superior de Araripe comemoram os 10% de evolução nos proventos.
Subiu para cinco o número de cidades onde o índice não chega ao estipulado pelo Ministério da Educação, são Miraíma, com 2,653%; Jaguaretama, com 1,95%; Cascavel, com 4%; Poranga, também com 4%, e Orós, com 2,8%.
Há que se considerar ainda que em algumas cidades o reajuste será parcelado, mas com efeito retroativo aos 12 meses de 2018. Em outros, os 6,81% serão alcançados de forma escalonada, reduzindo a abrangência dos retroativos.
Greve em Fortaleza
Com proposta de aumento de apenas 2,95%, com a promessa da Prefeitura de Fortaleza alcançar do índice de 6,81% somente em dezembro de 2018, sem feito retroativo, os professores de Fortaleza decidiram iniciar greve a partir de amanhã, 18 de abril. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, realizada no último dia 11.
Conforme o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), durante o ano de 2017 não houve reajuste para os educadores da Capital.
Avaliação da Fetamce
Segundo Enedina Soares, presidente da Fetamce, é absurdo o prefeito Roberto Cláudio não atender ao direito dos professores da cidade. Enquanto localidades com arrecadação menores e mais pobres que Fortaleza conseguem garantir integralmente o que foi estipulado pelo MEC como evolução salarial para a classe.
“A Fetamce estará junto com os professores de Fortaleza e o Sindiute nesta greve, tendo em vista que o prefeito viola a Lei do Piso Salarial do Magistério. Não permitiremos que o magistério sofra mais esse golpe, enquanto a gestão também ameaça cortar os aditivos dos profissionais. São na luta e na resistência que a gente conquista os nossos direitos e barra o retrocesso”, afirmou dirigente da Federação.
Com informações da Fetamce 
Fonte: Ceará Agora