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Ceará tem oito casos confirmados de influenza


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O Ceará tem oito casos confirmados de influenza em 2018, até a semana epidemiológica 15, encerrada em 14 de abril. São sete casos confirmados de influenza A H1N1 e um de influenza B. Três casos evoluíram para óbito, todos de influenza A H1N1. Os números constam da Nota Técnica divulgada pela Secretaria da Saúde do Ceará, com base nos dados de dois sistemas de informações do Ministério da Saúde – Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN Influenza Web). A Nota Técnica informa a ocorrência dos casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza e orienta quanto à importância da notificação de casos para que sejam implementadas medidas de prevenção e controle, a fim de reduzir formas graves e óbitos pela doença.

O vírus influenza é uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. Uma pessoa pode contraí-la várias vezes ao longo da vida e, em geral, tem evolução autolimitada. Porém, em alguns casos, pode evoluir para uma forma grave. Os vírus influenza são transmitidos facilmente por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública, não estando relacionada com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

São considerados condições e fatores de risco para a forma grave da doença mulheres grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal); idosos a partir de 60 anos, crianças menores de 2 anos, população indígena aldeada, menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico, pessoas com pneumopatias (incluindo asma), cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica), nefropatias, hepatopatias, doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme), imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, HIV/Aids e obesidade.

Além dos cuidados individuais para evitar a síndrome gripal, a vacinação uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações. Desta maneira, com o propósito de reduzir internações, complicações e mortes, em 1999, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) incorporou a estratégia de vacinação contra a influenza para a população brasileira. Em 2018, a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza acontecerá de 23 de abril a 1º de junho em todo o país.

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Nota Técnica da Secretaria da Saúde mostra que, no Ceará, em 2017, foram notificados 286 casos suspeitos de SRAG. Destes, 36 foram confirmados para influenza e cinco evoluíram para óbito. Este ano, até 14 de abril, foram notificados 75 casos de SRAG, sendo oito casos confirmados para influenza. A vigilância da influenza no Brasil é composta pela vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG), de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e pela vigilância universal de SRAG.

A vigilância sentinela conta com uma rede de unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do país e tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, além de permitir o monitoramento da demanda de atendimento por essa doença. A vigilância universal de SRAG monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento da influenza no país para orientar na tomada de decisão em situações que requeiram novos posicionamentos do Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais. Os dados são coletados por meio de formulários padronizados e inseridos nos sistemas de informação online: SIVEP-Gripe e SINAN Influenza Web.

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Assessoria de Comunicação da Sesa