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Infestação pelo Aedes aegypti diminui em todo o Ceará


O número de municípios cearenses com alta infestação pelo mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika diminuiu de 45 em 2017 para 19 em 2018, no primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) do ano, redução proporcional de 65,85%. Ao mesmo tempo, o número de municípios com infestação satisfatória saltou de 56 para 100, aumento proporcional de 44,43%. Realizaram o primeiro LIRAa do ano, 183 dos 184 municípios cearenses e 54,64% apresentaram baixa infestação, 34,97% média infestação e 10,38% alta infestação.


O Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) é um método amostral que tem como objetivo principal a obtenção de indicadores entomológicos de maneira rápida. Ocorre em quatro etapas: planejamento com definição da amostra, execução da pesquisa, análise e avaliação dos resultados. Municípios que possuam mais de 2.000 imóveis na zona urbana estão aptos a realizar o LIRAa. Aqueles com imóveis abaixo deste limite realizam o Levantamento de Índice Amostral (LIA), conforme descrito nas “Diretrizes Nacionais de Prevenção e Controle da Dengue”.
Pelo LIRAa, estão em situação de risco municípios com Índice de Infestação Predial (IIP) acima de 4% dos imóveis. Em situação de alerta estão os municípios com IIP entre 1% e 3,9%, média infestação, e, em situação satisfatória, os municípios com IIP abaixo de 1%. A ferramenta do LIRAa/LIA permite aos profissionais que atuam no controle vetorial do Aedes aegypti no município, identificar e classificar os principais tipos de depósitos em que os focos do vetor foram encontrados, direcionando assim as ações de controle.


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O Boletim Entomológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Ceará informa que os depósitos localizados ao nível do solo (cisterna, tambor e tanque) são onde predominam os focos do Aedes aegypti (61,54%), seguidos pelos depósitos móveis (vasos ou pratos de plantas, bebedouros de animais) com 17,55%. Em aproximadamente 6,63% dos depósitos elevados, como a caixa d'água, o mosquito foi encontrado.



Fumacê



Até a sexta-feira, 16 de março, a Secretaria da Saúde do Ceará conclui o terceiro ciclo da pulverização espacial UBV pesado (fumacê) iniciado segunda-feira, 12, em 31 bairros de Fortaleza, nas regionais III, V e VI. No terceiro ciclo de pulverização serão cobertos 7.086 quarteirões, das 5 horas às 8h30min e das 16 às 20 horas. A recomendação aos moradores é que abram portas e janelas das casas na passagem do fumacê, para que o inseticida atinja o mosquito dentro das residências.



A pulverização espacial UBV pesado ocorre por solicitação dos municípios, que definem as áreas a serem cobertas. Para a realização do procedimento são avaliados os dados epidemiológicos apresentados pelos municípios, histórico de casos e ocorrência de transmissão de arboviroses (dengue, chikungunya e zika) nas áreas definidas. As aplicações a ultrabaixo volume (UBV) são preconizadas para controle do mosquito Aedes aegypti somente quanto houver necessidade do controle de surtos e epidemias, como estabelece o Ministério da Saúde.
A pulverização em UBV ou nebulização espacial é a aplicação de agrotóxico em dosagens baixas, através de equipamentos que “quebram” as partículas da calda inseticida em minúsculas gotículas, que em suspensão poderão atingir letalmente o inseto vetor. Tem efeito efêmero (somente enquanto em suspensão), é inespecífica (atua sobre qualquer outro organismo) e age apenas em mosquitos adultos. É medida de baixa eficiência e, se não precedida da eliminação de criadouros na área definida para o bloqueio de transmissão, não alcançará o fim proposto.
O inseticida não mata as larvas do mosquito, que estão em caixas d’água, potes, baldes, pneus, lajes. Por isso, a eliminação dos criadouros deve acontecer antes da passagem do fumacê. A população tem papel importante na eliminação de criadouros, que deve ser realizada pelo menos uma vez por semana nas residências. Assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido. As prefeituras também devem intensificar as visitas domiciliares dos agentes de endemias nas áreas de infestação e reforçar a atuação das brigadas institucionais e comunitárias no combate ao mosquito.





Assessoria de Comunicação da Sesa

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