Após 17 anos foragida, família Cigano é presa pela autoria da “Chacina de Itapajé” em 2000


Após 17 anos foragida, a “família Cigano” foi presa no município de Canindé, 118 km de Fortaleza, nesta quarta-feira (22). Pai, mãe e filho utilizavam identidades falsas para se esconderem. Eles são acusados de matarem dois jovens e de deixarem outro tetraplégico na cidade Itapajé.
Francisco Augusto Costa, o “Alfredo Cigano”, Maria Ziulan da Costa, a "Cigana", e Francisco Gleyson Costa, o “Gleissinho” são suspeitos de matarem Carlos César Barroso Magalhães, à época com 22 anos, e José Wilson Barroso Forte Júnior, de 27. Uma outra vítima, Maxwell Magalhães Caetano, à época com 23 anos, sobreviveu, mas ficou tetraplégico. O caso ficou conhecido no Ceará como "chacina de Itapajé" e ganhou repercussão em todo o País.
Os crimes ocorreram em parceria com José Gomes da Costa, conhecido como “Flávio Cigano”, que foi preso três meses após as mortes. 
O caso 
Conforme o Ministério Público do Ceará, os assassinatos aconteceram no dia 29 de julho de 2000, durante uma exposição agropecuária na cidade de Itapajé. Os crimes foram motivados por uma briga envolvendo a namorada de Gleyson, que teria sentado em cima do carro de Carlos César, que reclamou e passou a ser ofendido por ele.
Dois dias após a discussão, Carlos César procurou Gleyson para se desculpar, mas o homem continuou provocando a vítima. Os dois voltaram a discutir e dias depois o acusado ameaçou César de vingança. Logo depois, Gleyson voltou ao local com seus familiares e iniciaram uma briga, que culminou na morte de Carlos César, José Wilson e ainda deixou Maxwell Magalhães tetraplégico por causa de um tiro no queixo, que atingiu a medula.

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