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Pedrabranquense Dr. Chico Barreto "homenageia" ex-ministro Geddel Vieira em canção

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Foto: Reprodução Veja


Antes mesmo do episódio das malas de dinheiro com mais de 51 milhões de reais encontradas em um apartamento em Salvador-BA.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que ingressou na vida pública desde os 23 anos, se envolveu em algumas denúncias e investigações.  
Porém ao tentar obstruir investigações no âmbito da Operação Cui Bono, o Peemedebista foi preso.
Ainda no mês de julho quando Geddel teve sua prisão preventiva decretada no dia 03, o ex-ministro chorou em audiência, após ter sua prisão mantida no dia 06 daquele mês.
Este episódio  foi divulgado e noticiado em inúmeros  meios de comunicação do país.

O brasileiro conhecido pelo seu humor, não perdurou o feito.
Aqui em Pedra Branca, o Médico, Cantor e compositor Chico Barreto "homenageou" o  choro de Geddel com uma canção.
 Nossa redação só tomou conhecimento agora, mas mesmo assim vamos publicar.
Se Geddel chorou há dois meses, imagina agora que o mesmo já voltou para cadeia

e vai ter que explicar a origem dos  R$ 51 milhões, onde foi encontrada as digitais do ex-ministro.  
Confira:

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Trajetória política de Geddel  



Geddel foi ministro da Integração Nacional do governo Lula, entre 2007 e 2010, depois de ter sido crítico ferrenho do primeiro mandato do petista e defensor do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No ministério, encampou a transposição do Rio São Francisco, que prometeu efetivar em seu mandato.
Atuou como vice-presidente de Pessoa Jurídica na Caixa entre 2011 e 2013, cargo do qual chegou a pedir exoneração pelo Twitter à presidente Dilma, pela possibilidade de concorrer nas eleições seguintes. Quem o convidou para o cargo foi Temer. Foi derrotado por Otto Alencar (PSD) na eleição ao Senado.
Formado em administração de empresas pela Universidade de Brasília, é natural de Salvador, onde foi assessor da Casa Civil da Prefeitura entre 1988 e 1989. Foi diretor da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) em 1989 e presidente na Bahia da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em 1990.
Em 1990, filiou-se ao PMDB, partido pelo qual foi eleito cinco vezes deputado federal. No Congresso, foi líder de bancada, presidente da Comissão de Finanças e Tributação e primeiro secretário da Mesa Diretora.
Presidente do PMDB na Bahia, foi um dos que se manifestaram pelo rompimento do partido com o governo Dilma, afirmando em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", em março deste ano, que o modelo da administração petista “se exauriu”.
Lava Jato

Segundo reportagem do jornal 'O Globo', durante sua passagem pelo Ministério da Integração Nacional, auditoria do Tribunal de Contas da União apontou favorecimento ao estado da Bahia na liberação de verbas para prevenção de catástrofes. Em 2010, Geddel deixou o cargo de ministro para concorrer a governador da Bahia, mas perdeu a eleição.

Além disso, mensagens apreendidas pela Operação Lava Jato revelaram que o ex-deputado federal pode ter usado sua influência política para atuar em favor de interesses da construtora OAS dentro da Caixa e também na Secretaria de Aviação Civil e junto à Prefeitura de Salvador. À GloboNews, ele afirmou que não foram cometidas "irregularidades".
Em 1993, foi citado no escândalo dos Anões do Orçamento, em que parlamentares foram acusados de manipular emendas com a participação de empreiteiras no desvio de verbas. Foi inocentado pela CPI dos Anões.
Em bate-boca famoso em 2002, foi chamado pelo ex-presidente Itamar Franco, então governador de Minas que disputaria as prévias do partido à Presidência, de "percevejo de gabinete" – uma alusão a peemedebistas que buscavam se aliar a governos em troca de cargos. Geddel defendia que o partido apoiasse a candidatura de José Serra (PSDB) e rebateu, chamando Itamar de “nômade partidário”.
Em 2001, um vídeo intitulado “Geddel vai às compras” foi divulgado pelo então presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), sobre o suposto enriquecimento ilícito de Geddel e sua família.
Já em 2011, Geddel uniu-se a ACM Neto (DEM), neto de seu histórico inimigo político, em uma aliança contra Jaques Wagner nas eleições municipais do ano seguinte. ACM Neto saiu vencedor, com 53,51% dos votos válidos, derrotando o candidato de Wagner, o petista Nelson Pelegrino.
Governo Temer

Em maio deste ano, Geddel passou a integrar o governo de Michel Temer como ministro da Secretaria do Governo. Até então um dos homens forte de Temer no Planalto, Geddel começou a balançar no cargo de ministro da Secretaria de Governo apenas em novembro, quando Calero concedeu uma entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" denunciando a pressão do ex-colega da Esplanada dos Ministérios.

Calero acusou Geddel de tê-lo pressionado a conceder a licença de construção de um prédio de luxo localizado em um bairro nobre de Salvador, que havia sido barrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A turbulência política provocada pela denúncia chegou ao gabinete presidencial nesta quinta (24), quando foi revelado o teor do depoimento prestado nesta semana por Calero à Polícia Federal (PF). O ex-ministro disse aos policiais que, durante uma audiência no Palácio do Planalto, Temer interveio em favor dos interesses do então ministro da Secretaria de Governo.
Após o depoimento de Marcelo Calero à PF vazar na imprensa, o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, afirmou que Temer procurou o ex-ministro da Cultura para resolver o "impasse" entre ele, Calero e o chefe da Secretaria de Governo. Nesta sexta, Geddel anunciou sua demissão.
Investigações

Segundo o colunista do G1 Matheus Leitão, a Procuradoria Geral da República (PGR) havia decidido pedir ao STF a abertura de uma investigação para apurar se Geddel fez tráfico de influência ao pressionar o ex-colega da Esplanadas.

A PGR recebeu nesta quinta o depoimento que Calero prestou à Polícia Federal. O documento inicialmente foi enviado ao Supremo, que o encaminhou para a análise dos procuradores da República.
Na condição de ministro, Geddel tinha direito ao chamado "foro privilegiado", ou seja, ser investigado e processado pelo STF, a mais alta Corte do país. Agora, diante da demissão do ministro, o caso pode ser remetido à primeira instância da Justiça.

Trajetória política de Geddel   G1