ABALO SÍSMICO - Cearense relata momentos de tensão vividos em terremoto no México

Heine Melo e seus familiares moram na Cidade do México há pouco mais de um ano (Foto Reprodução / Facebook)
Era tarde desta terça-feira, 19, quando o cearense Heine Melo, 38 anos, estava em sua casa, na Cidade do México, capital mexicana, e percebeu o terremoto. “Fui surpreendido. Geralmente o alarme toca antes do tremor, mas dessa vez ele não tocou. Eu fui pego de surpresa e saí correndo de casa, subindo pra parte mais alta do prédio. Dentro do meu apartamento, minha televisão ficou quebrada, caíram quadros e outros objetos. O prédio onde moro foi danificado. Várias rachaduras, gessos e vidros de janelas quebrados. O terremoto foi relativamente rápido, mas foi muito pesado”, contou o fortalezense, engenheiro de redes e consultor de uma empresa de software americana, via Whatsapp, com O POVO Online.
De acordo com o serviço sísmico mexicano, o tremor teve magnitude 6,8, já o Serviço Geológico dos EUA informou que o terremoto foi de 7,1 graus, com origem no estado de Puebla. O epicentro dele localizou-se entre os estados de Puebla e Morelos, perto da capital. Heine e sua família moram no país há pouco mais de um ano e já enfrentaram outro terremoto antes, mas desta vez, o desespero foi maior. Seus familiares não estavam em casa. Sua companheira, Flavia Melo, 37 anos, estava na rua com o filho mais novo do casal, o pequeno João Pedro, de 2 anos. O filho mais velho, Isaac, 9 anos, estava na escola, a pouco metros onde a família mora.
“Este é o segundo tremor que a gente passa. O outro ocorreu no dia 7 de setembro, no sul do México, que também foi forte. A minha primeira experiência foi essa, mas dessa vez foi bem mais intensa. O epicentro dele foi cerca de 200 metros da Cidade do México. Apesar da intensidade, da magnitude ter sido menor, ele chegou aqui bem mais forte. Esse terremoto de hoje eu estava sozinho em casa. Meus dois filhos estavam na escola, minha esposa estava pegando meu filho menor, estava na rua e meu filho mais velho estava na escola, próxima da minha casa”, relembrou. O engenheiro gravou um vídeo relatando seu desespero. Veja vídeo:



Pelos problemas causados pelo abalo sísmico, a família do engenheiro teve que se mudar para outro prédio. “Não estavámos pensando em voltar para o Brasil. Mas agora já estamos avaliando sair do México. Estou me mudando daqui, assim que possível. Preciso ter certeza para onde primeiro. Vou procurar negociar com a empresa em que trabalho”, revelou Heine. Todos seus familiares passam bem.
Ao menos, 130 mortes foram registradas pelo terremoto, segundo os primeiros informes das autoridades locais. O resgate continua em vários edifícios que desabaram, exatamente no 32º aniversário do tremor que destruiu a capital.
GLAUBER SOBRAL
CONTEÚDO O Povo 


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