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Tauaense - Ex-ministro Vicente Fialho faz balanço de sua atuação política



Aos 76 anos, o engenheiro cearense Vicente Cavalcante Fialho passou quase 50 exercendo atividades em órgãos públicos. No currículo, dentre outras, ocupou funções de secretário de Estado, foi ministro da Irrigação, das Minas e Energia, implantou e dirigiu o Denatran, além de ter sido prefeito de duas capitais do País, São Luis e Fortaleza. Nas duas últimas funções ficou caracterizado por ser um tocador de obras que até hoje marcam sua passagem por esses órgãos. Em Fortaleza, por exemplo, abriu vias como Aguanambi, Borges de Melo, José Bastos, Leste Oeste, para citar algumas. É também de Fialho o projeto executivo da obra do açude Castanhão, após ter assumido pessoalmente uma luta no Ceará para levar adiante a ideia.

Veja a íntegra da entrevista com Vicente Fialho

O POVO - É possível traçar um paralelo entre os problemas da sua época e os existentes hoje nas cidades brasileiras?
Vicente Fialho – Nos últimos 20 anos houve aumento enorme na quantidade de automóveis nas cidades e em consequência vieram os problemas de tráfego. O sistema viário que implantamos foi fruto de planejamento elaborado ainda na gestão do general Cordeiro Neto no início dos anos 1960. Ele tinha como secretário de Planejamento um professor da Faculdade de Engenharia, Amauri de Castro e Silva. Contrataram equipe do Rio de Janeiro, comandada pelo urbanista Hélio Modesto, com a missão de traçar um plano de desenvolvimento da cidade, um Plano Diretor. Veja, que no início de 1960, o Hélio Modesto propôs recomendações para o futuro de Fortaleza.
OP – O plano previa quanto tempo?
Fialho – Esses planos diretores são para 20 anos, mas abarcam períodos muitos mais amplos. O plano foi elaborado na década de 1960, nós executamos de 1971 a 1975, mas o sistema viário implantado naquela época vai servir à Fortaleza nós próximos 100 anos. É bom que se diga que o plano Hélio Modesto tinha recomendações simples. As recomendações eram: ligar o Mucuripe com a Barra do Ceará; o Centro com a zona sul aproveitando o vale do Aguanambi; retirar a estrada de ferro da Praça Castro Carreiro, levar para Parangaba e aproveitar o espaço deixado para fazer grande via de acesso à zona oeste, que era a mais populosa. O plano tinha recomendações estratégicas, e não os projetos. Quando assumi, chamei o Amauri para ser meu secretário de Planejamento e começamos a discutir o que deveria ser feito na cidade. Ai o Amauri me trouxe o plano do Hélio Modesto: ‘doutor, aqui estão as indicações para o futuro da cidade em matéria de sistema de transportes. Tá aqui, é só implantar”. Eu não conhecia o plano. Li e vi que eram coisas óbvias. O Pirambu, à época, estava se transformando em área problemática em termos sociais porque não tinha acesso. A Leste Oeste resolveu muitos problemas ao mesmo tempo. Ligou o Porto do Mucuripe com a área industrial da Barra do Ceará, retirou região com questões graves de prostituição do isolamento e rasgou a área do Arraial Moura Brasil. Os quarteirões eram pequenos e a solução foi retirar uma quadra de ponta a ponta, arejando. Só ali fizemos 2.200 desapropriações.
OP – Essas famílias foram para onde?
Fialho – Para o Conjunto Esperança, que nós fizemos; Fizemos o Conjunto Rondon, no limite com Caucaia. Todas as famílias que eram desapropriadas recebiam um lote. Os que queriam construir recebiam parcela em dinheiro e dávamos assistência para construirem as casas. 
OP – É verdade que a Prefeitura pagou pela libertação de jovens que estavam presas a essas casas por dividas?
Fialho – Exatamente. A Fundação Social de Fortaleza percorreu as casas de prostituição da região. E o que se detectou foi que muitas jovens vindas do Interior para essas casas não podiam mais sair porque ficavam presas por dívida com as donas. Era um problema social terrível. A Fundação negociava com as jovens e com a madame, dando o suficiente para pagar a dívida.
OP – Que outras dificuldades a Prefeitura enfrentou para realizar a transformação urbana à época?
Fialho – No geral tudo aconteceu de forma satisfatória. Contávamos com o apoio do governador César Cals, porque naquela época, de acordo com a Constituição de 1969, o prefeito era indicado pelo governador. E o governador era um homem de muita visão, com relacionamento direto com o presidente Castelo Branco. Tanto que quando me convidou para ser prefeito, solicitei estágio na França para ver o que estava acontecendo em gestão pública. E ele conseguiu estágio de 45 dias antes de eu assumir. Na minha gestão não tivemos problemas financeiros, porque contamos com o apoio do BNH e do BNB. Juntos, uma vez no Rio de Janeiro, discutimos a da criação de um fundo nacional de desenvolvimento urbano, que participavam BNH, Caixa Econômica, BB e BNB. Esse fundo que financiou as obras. 
OP – No plano Hélio Modesto se vislumbrava a priorização do transporte público ou era questão que não exigia preocupação?
Fialho - Já se pensava. Tanto que quando assumimos havia um sistema de ônibus elétrico, mas que estavam envelhecidos. Importados da Itália havia dificuldade de reposição de peças. Envelhecidos e sem peças para reposição, a população perdeu a confiança. Os ônibus iam no seu trajeto, de repente paravam, davam o prego. Quando assumimos, São Paulo, que tinha esses ônibus e como mantê-los com peças fabricadas lá mesmo, nós decidimos vender para lá e compramos frota de ônibus novos a diesel. A CTC, que era toda elétrica, passou a ser a diesel. A CTC passou a funcionar como reguladora do sistema.
OP – Mas a CTC tinha prejuízo?
Fialho – Era equilibrada, porque o objetivo não era lucro, mas manter a regulação do sistema. Fazíamos os cálculos e auferíamos se o preço da passagem estava compatível. Pagava os custos, sempre tinha ônibus novos e cobria as lacunas que o setor privado não atendia. 
OP – O senhor esteve à frente da Prefeitura e imagino que deu para vislumbrar o que poderia vir a ser Fortaleza no futuro. As administrações que lhe sucederam fizeram o que tinha que ser feito?
Fialho - Tenho 76 anos e cerca de 50 vivenciei a gestão pública. Posso dizer que as gestões foram razoavelmente felizes, desde Cordeiro Neto. Veja que a Perimetral foi ideia dele. Em 1962 aquilo era só sítio. Já na época ele teve essa visão. Outra visão do Cordeiro Neto foi a Beira Mar. Abriu a Beira Mar até o Porto do Mucuripe. Depois veio Murilo Borges que abriu a Bezerra de Menezes. Antes era calçamento. Foi a primeira grande avenida de Fortaleza.
OP – Além desses já citados, que outras marcas e prefeitos o senhor destacaria?
Fialho – José Walter: Luciano Carneiro foi o Zé Walter; Evandro Ayres: continuação da Santos Dumont até à praia; César Neto construiu uma avenida que se não tivesse feito não deixavam fazer hoje, que foi a Murilo Borges. Aquela avenida é importantíssima. O Luiz Marques fez grande trabalho na Beira Mar; Lúcio Alcântara fez a Humberto Monte, parques; Juraci fez muitas avenidas. Ele fez uma avenida que eu sonhava e não deu para fazer, que é a Domingos Olímpio. O Cambraia deu continuidade às obras do Juraci. A Maria Luiza enxugou a máquina. Quando assumiu a gestão estava inchada. Deixei a prefeitura com 10 mil funcionários. Ela recebeu com mais de 30 mil. Deixou com 20 mil.
OP – E a gestão Luizianne Lins?
Fialho – Nunca disse que iria fazer grandes avenidas. O alvo era o social. Não houve escândalos e fez ações, como o Cuca da Barra do Ceará, pagou o funcionalismo em dia. Se não deixou marcas viárias, não há máculas como período negativo para a cidade.
OP – O senhor citou intervenções urbanas promovidas por ex-gestores. Mas concorda que hoje esse tipo de ação está cada mais difícil?
Fialho – Concordo. A Constituição de 1988 foi um avanço no sentido democrático. Há um processo de ajustamento de todos esses organismos. Cada um está demarcando seu espaço, e quando essas coisas acontecem surgem dificuldades. Veja a Usina do Belo Monte, que era para estar pronta, mas um juiz lá do interior do Pará, para obra de importância transcendental para o País. 
OP – O senhor acha que ainda faria as intervenções que realizou na sua gestão?
Fialho – Teria muitas dificuldades. Mas isso faz parte da democracia. O gestor público tem que saber que o bom senso tem que prevalecer. Essas discussões causam retardamentos, atrasos, mas de certa forma abrem discussões sobre as intervenções que estão sendo feitas. Elas melhoram. O viaduto da Santana Júnior foi tão discutido que a população hoje sabe que é uma obra importante.
OP – Eu queria que o senhor abordasse a sua passagem pela Prefeitura de São Luis.
Fialho – Fui convidado em 1966 para ser diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens do Maranhão, convidado pelo então governador Sarney, e quando cheguei o estado tinha cerca de 5 km asfaltado e deixamos com mais de 300. Estávamos familiarizados com o Maranhão, e como a Constituição determinava, o governador me chamou e disse: ‘Fialho, tenho nove meses para terminar a administração de São Luis e não posso fazer experiência. Você está conosco e queria que assumisse’. Assumi e o projeto, seguindo a orientação do Sarney, propunha transformação urbana, mas sem pressão sobre a parte antiga da cidade. Foram abertas avenidas em direção às praias, a novas áreas de crescimento em São Luis, mas sem pressão sobre o centro histórico. Não demolimos um casario daquele patrimônio, mesmo com a transformação que fizemos. 
OP - Sua vida pública se deve em grande parte ao ex-presidente Sarney, como foi essa aproximação?
Fialho - Tenho um primo, José Rangel (Cavalcante), que atuou no JB. Ele era muito amigo do Sarney, ainda é. Havia sido companheiro de Sarney no O Imparcial, em São Luis, da cadeia dos Diários Associados. Quando o Sarney ganhou as eleições para o governo em 1964, queria quadros novos. Chamou isso de Maranhão novo. E minha primeira aproximação com ele foi feita pelo Rangel. No primeiro contato já me convidou para dirigir o Departamento de Estradas e Rodagens. Depois, é provável que o Virgílio tenha feita alguma recomendação, mas o contato inicial foi o Rangel Cavalcante.

OP – O senhor se tornou bem próximo de Sarney.
Fialho – Depois que fui para o governo do Maranhão fiquei três anos no DER realizando os sonhos do Sarney. Ele tinha uns sonhos. São Luis é um istmo, o rio Anil de um lado, e o rio Bacanga do outro. Do outro lado do Anil estava se criando um bairro novo, o São Francisco. E do lado do Bacanga estava se criando o bairro do Bacanga. Um sonho do Sarney era fazer uma ponte sobre o Anil, e outro uma barragem sobre o Bacanga. Isso estava no plano de governo, mas vinha sendo executado. Quando cheguei no DER ele disse, “vamos executar”. Eu lembro que um dia (risos), ele como governador, porque do Palácio dava para ver o Anil, e uns barcozinhos fazendo a passagem do povo e de noite pareciam uns vagalumezinhos sobre o mar, ai disse: ‘quem construir uma ponte sobre esse Anil jamais será esquecido’ (risos). Outros governadores tentaram e não conseguiram.
OP – O senhor fez mas o mérito ficou para ele?
Fialho – É (risos). Mas era mesmo, porque era um sonho dele, e sem recursos ninguém faria. A determinação política numa obra dessa é fundamental. E ele não deixou faltar recursos.
OP – E a sua vinda para a Prefeitura de Fortaleza?
Fialho – Conheci o governador César Cals no Maranhão. Ele construiu a Hidrelétrica de Boa Esperança. O Sarney, que tinha visão, o convidou para criar e ser o presidente da primeira Companhia de Energia do Maranhão, incumbida de trazer energia de Boa Esperança para os principais municípios do Estado. Eu o conheci porque no DER tinha contatos com ele. Sem dúvida, Sarney, em algum momento, se não indicou, pelos menos recomendou meu trabalho.
OP – E dessa proximidade, qual a sua visão sobre Sarney como político?
Fialho - Profundamente democrático. Se elegeu governador em 1964, mas não foi indicado. Era uma liderança. Com ou sem revolução seria eleito. Houve a revolução e no seu governo se dava bem com o presidente Castelo Branco. O governo Sarney foi de absoluta abertura democrática.
OP – Onde o senhor estava quando se deu a eleição de Tancredo Neves e a posse de Sarney como presidente?
Fialho – Quando deixei a Prefeitura de Fortaleza fui para o Rio de Janeiro fazer um curso na área de engenharia. Passei dois anos e meio. Ai, o Armando Falcão assumiu o Ministério da Justiça e o Paulo Cabral de Araújo, que foi prefeito de Fortaleza, assumiu a Secretaria Executiva do Ministério. Havia uma lei criando o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), e o Paulo me convida para implantar o departamento. Fiquei em Brasília durante três anos e criei o Denatran. Nessa época o presidente era o Geisel. Na sua gestão houve a crise mundial dos combustíveis e ele tinha muita preocupação com o excesso de velocidade e de consumo de combustíveis, e deu todo apoio a criação do Denatran. Para você ter ideia, nós montamos programa para equipar todas as policiais rodoviárias estaduais com radar, atendimento médico, e esse projeto não era pequeno. Ele aprovou na hora e previa a aquisição de 500 viaturas equipadas. Esses equipamentos foram distribuídos pelo país inteiro. Então, eu passei esse período em Brasília, e quando assumiu o presidente Figueiredo, o senador Sarney me indicou para a Vale do Rio Doce. Quando saí da Vale voltei para a UFC. Antes do Sarney assumir a presidência fui para a missa da posse dele como vice e de Tancredo. Estava na igreja no dia do problema com Tancredo. Antes da posse tive várias vezes com Sarney. Depois, não dava para quem queria.
OP - O que ele conversava sobre aquele momento?
Fialho – Sabia que a posição dele era de vice, de retaguarda. Quando houve a aliança PMDB-PFL, o primeiro nome era de Aureliano, depois o Marco Maciel. Mas chegaram a conclusão de que Aureliano ou Maciel, por estarem filiados ao PFL, e a legislação determinava que a chapa tinha que ser verticalizada, geraria impasse. Sarney não estava filiado a nenhum partido. Ai consideraram que Sarney podia se filiar ao PMDB e apoiariam como vice, representando o PFL. Mas tinha pequeno detalhe. O grande adversário de Sarney no Maranhão era Epitácio Cafeteira (PMDB), com proeminência no partido. Na reunião de homologação de Sarney como vice pelo PMDB, havia essa coisa no ar. Qual seria a posição de Cafeteira? Mas houve dessas coisas que acontece na vida pública. Quando se pediu a posição do Maranhão, Epitácio era o presidente estadual do partido, disse: ‘sempre fui adversário de Sarney, tivemos grandes batalhas, dificuldades de toda a natureza. Mas pelo Maranhão eu apoio a homologação dele como vice-presidente”. Lá na frente, tinha que ser indicado um nome para o governo do Maranhão. O grupo ligado ao Sarney não queria o Cafeteira. Eu assisti isso no Palácio do Alvorada: o Sarney defendeu o nome de Cafeteira, e foi um gesto de retribuição ao que tinha acontecido. A partir desses gestos eles passaram a ser amigos.
OP – Como o nome do senhor surge para o Ministério da Irrigação?
Fialho – O José Reinaldo Tavares, que me substituiu no DER no Maranhão, passou a ter muita proximidade com Sarney. Ele foi ser secretário de Obras de Brasília. Depois que Sarney foi para Brasília, José Reinaldo foi para o Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS). Cinco, seis meses depois, foi para a Sudene, e Sarney me chamou para o DNOS. Depois fui para o Ministério da Irrigação. No final do governo Sarney aconteceram dois fatos interessantes. O ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, resolveu ser candidato à Presidência. Nesse momento Sarney fez uma reforma, extinguiu o Ministério da Irrigação e me convidou para Minas e Energia.
OP – Como foi a experiência no Ministério da Irrigação?
VF – Nesses dias eu li um artigo do Caio Lóssio que fala da transposição do São Francisco. Há muito se fala sobre o tema. Mas a primeira ação efetiva; houve um período de seca em 1979, 80, 81, 82, e já no terceiro ano de seca, o ministro Andreazza, do Interior, chegou para o José Reinaldo (DNOS): ‘Zé vamos arranjar solução para esse problema da seca. Não pode esse povo ficar sem água toda a vida’. O José Reinaldo montou uma equipe do órgão, convidou José Cândido de Paula Pessoa, e foi assinada no dia 13/1/1981 a concorrência pública e alocados os recursos. O José Reinaldo, faça-se justiça, assumiu esse trabalho com técnicos de uma entidade congênere americana e fizeram um dos maiores estudos de transferência de águas já realizado no Brasil. Esse estudo é fantástico. De 1981 a 1985 o José Reinaldo elaborou o trabalho e quando deixou o DNOS estava pronto todo o projeto da transposição. Mas ele terminou esse trabalho no final do governo Figueiredo. O Andreazza tinha feito também o projeto da Transamazônica, Ponte Rio-Niterói, e havia campanha muito grande, citando como obras faraônicas. E agora estava com essa história de transposição do São Francisco para beneficiar os grandes empreiteiros etc. Quando assumi o DNOS, até aqui no Ceará, não vou citar nomes, algumas instituições achavam que a obra era megalomaníaca. Não havia clima para tocar a obra. Mas eu li o documento e resolvi fazer as partes essenciais. Nós elaboramos o projeto executivo do Castanhão. Porque o Castanhão é o reservatório pulmão. A água vem do São Francisco para o Castanhão. No primeiro projeto vinha para a Chapada do Apodi e de lá ia para o Rio Grande do Norte, depois Fortaleza. E o Andreazza e o José Reinaldo deixaram o anteprojeto do Castanhão pronto. Ai eu abri a concorrência para o projeto executivo. Só que para conseguir os recursos para o projeto executivo houve dificuldade, porque a Presidência da República estava cheia de cartas de pessoas da Jaguaribara contra o Castanhão. Quando cheguei para o presidente para solicitar recursos, ele disse: ‘olhe, eu acho que é obra importante, mas estou aqui cheio de cartas do Ceará contra o Castanhão (risos)’. Eu vim ao Ceará, fui à Assembleia, e pedi sessão especial para apresentar o projeto. Houve aprovação por unanimidade de moção em favor da obra. Conseguida essa moção, fui ao governador Gonzaga Mota, que hipotecou solidariedade. Levei para o presidente e disse que o Ceará era a favor, e quem era contra era uma minoria. O presidente então autorizou os recursos para o projeto executivo. Uma barragem como a do Castanhão, o projeto dura dois anos e meio e custa em torno de US$ 5 milhões. Os recursos foram aportados e quando terminou o governo Sarney o projeto executivo estava pronto. Os governos seguintes executaram. Ainda no DNOS implantei o projeto de irrigação da Chapada do Apodi previsto no estudo elaborado pelo José Reinaldo.
Jornal O Povo


Pedra Branca 



Enquanto Ministro de Minas e Energia de 1989  à 1990,  Vicente Fialho, conquistou uma das mais importantes obras do município de Pedra Branca . O açude Capitão Mor, construído durante o primeiro mandato  do Prefeito Chico Ernesto.