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Secretários de Segurança do Nordeste exigem padronização na contagem de Crime Violento Letal

Na carta produzida pelos representantes dos nove estados da região é solicitado que as federações usem a mesma metodologia na contabilidade de crimes contra a vida.


Dois, três, quatro corpos registrados como apenas um. Casos de pessoas encontradas com sinais evidentes de execução classificados como morte a esclarecer, em vez de Crime Violento Letal Intencional (CVLI). Para corrigir essas discrepâncias observadas nas metodologias de alguns estados, os secretários da Segurança Pública da Região Nordeste, por meio do Conselho de Segurança Pública do Nordeste (Consene), enviaram na manhã desta quarta-feira (30) uma carta para a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O objetivo do documento é estabelecer uma única metodologia para todos os estados brasileiros. “Todos os anos somos bombardeados com pesquisas que colocam estados e cidades nordestinas como as mais violentas do país e do mundo. É uma inverdade que prejudica a nossa região em todos os sentidos”, destacou o presidente do Consene e secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa.

Acrescentou que recentemente enviou um pedido de explicações ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública criticando os rankings promovidos nas pesquisas. A organização enviou nota dizendo que “mesmo com a criação do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, o Ministério da Justiça não logrou êxito em coordenar esforços metodológicos de classificação de ocorrências e o referido sistema hoje não apresenta dados confiáveis”.

Para Barbosa, a resposta resume tudo o que os secretários do Nordeste sempre enfatizaram. “São pesquisas promovidas e divulgadas com fontes que não são confiáveis devido à falta de unidade na maneira de se fazer estatística policial. As mortes violentas no Brasil são um problema que precisa ser encarado de frente. Não adiante diminuir, mascarar colocando outra nomenclatura”, afirmou.

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Santos Costa, por sua vez, reforçou o pleito em torno da uniformização. “Somos penalizados pela transparência, por trabalharmos com dados reais. A divulgação dessas pesquisas prejudica o desenvolvimento dos estados, atrapalha a parte de investimentos e o turismo, atividade forte da nossa região”, concluiu. 
                       
* Informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia

Foto: Divulgação SSP-BA

Fonte: SSPDS