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“Operação Fantasma” em Itarema cumpre mandados de prisão preventiva contra 08 vereadores: 19 mandados, 32 de condução coercitiva



A Polícia Civil do Estado do Ceará e a Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) deram apoio, nesta quarta-feira (28), a uma operação desencadeada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) por meio da Promotoria de Justiça da cidade de Itarema, na Área Integrada de Segurança 17 (AIS 17), e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Com o nome de "Operação Fantasma", a ofensiva cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, 32 de condução coercitiva e nove de prisão preventiva contra oito vereadores do município, e a diretora de Recursos Humanos da Câmara de Vereadores. Além disso, foram instalados dois inquéritos policiais em flagrante por posse de arma de fogo. 


No total, participaram da ação 65 profissionais de segurança, em vinte viaturas policiais. As investigações, que culminaram nos mandados judiciais, iniciaram após a constatação do MPCE sobre a existência de servidores fantasmas na Câmara Municipal de Itarema. A Justiça já havia decretado busca e apreensão de documentos, como livros de pontos, que comprovaram que várias pessoas haviam sido contratadas e recebiam salários sem comparecer ao prédio do legislativo municipal. Enquanto uns eram obrigados a repassar parte de seus vencimentos aos vereadores, outros prestavam serviços sem nenhum vínculo formal com a Câmara, geralmente para mascarar a existência de nepotismo, que se trata da contratação de parentes. Estes últimos recebiam os vencimentos em espécie e diretamente das mãos de representantes legislativos na própria Câmara dos Vereadores.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram apreendidas duas armas de fogo, sendo um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 32; e 19 aparelhos celulares.  A primeira fase da "Operação Fantasma" foi deflagrada no dia 19 de abril, também na cidade de Itarema, e teve como alvo os crimes de peculato, falsificação de documento público, de documento particular e falsificação ideológica na Câmara Municipal da Cidade.  



Fonte: SSPDS