Apenas 10 açudes do Ceará estão cheios, a estação chuvosa se encerra em duas semanas

A duas semanas do fim da estação chuvosa, precipitações começam a escassear no Ceará

Em 2017, a média de chuva no Estado foi de 578 milímetros, com distribuição espacial irregular, segundo a Funceme.


Com chuvas irregulares, os 154 reservatórios do Ceará acumulam apenas 12,6% de água (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)

A apenas duas semanas para o fim da quadra chuvosa no Ceará – que compreende os meses de fevereiro a maio – as chuvas no estado começam a escassear. Nos últimos três dias, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) não registrou ocorrências de chuvas significativas em nenhuma região do estado. Nesta terça-feira (16), a Funceme registrou chuvas em apenas dois municípios: Lavras da Mangabeira (9 milímetros) e Ibaretama (4,2 milímetros).
Em 2017, a média de chuva no Estado foi de 578 milímetros, com distribuição espacial irregular, segundo a Funceme. Enquanto que em Paraipaba, no litoral oeste do Ceará, choveu 1.352 milímetros de janeiro até a primeira quinzena de maio, no município de Saboeiro, nos Inhamuns, no mesmo período choveu apenas 101 milímetros. Em abril, choveu 114,6 milímetros, volume 39,1% abaixo da média histórica no período de 188 milímetros.

O mês com maior volume de chuvas no estado foi março, quando foi contabilizado 211,5 milímetros, o maior desde 2008, quando choveu 332,5 milímetros. Em fevereiro, o volume de chuvas no Ceará – 158,7 milímetros – ficou 33,8% superior ao observado para o mês na série histórica, de 118,6 mm. Para os meses de março, abril e maio, a probabilidade de chuvas dentro da média histórica no Ceará é de 43% , segundo a Funceme.
Já a pré-estação de chuvas no Ceará – período compreendido entre os meses de dezembro e janeiro – ficou 21,6% abaixo da média. Nesse período se dão os primeiros registros de chuvas no Estado depois da estação seca, que ocorre de agosto a novembro. A chuva acumulada nos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017 no Ceará foi de 102,1 milímetros, enquanto a média histórica do período é de 130,3 milímetros.

Açudes
Com distribuição espacial irregular, os grandes açudes do Ceará continuam com baixa reserva de água. Atualmente, os 153 reservatórios do estado encontram-se, em média, com apenas 12,6% de sua capacidade de armazenamento. O principal açude que abastece Fortaleza, o Castanhão, com apenas 5,9% de sua capacidade de armazenamento.

De acordo com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), apenas 10 açudes estão com a capacidade máxima de armazenamento; 104 estão com volume abaixo de 30%; 38 estão operando em volume morto e 17 estão completamente secos. Atualmente, 94 das 184 cidades do Ceará estão em situação de emergência por causa da falta de água.

Conteúdo G1 CE
Por Verônica Prado, G1 CE

TV Portal